quinta-feira, setembro 06, 2018

HÁ 127 ANOS FOI INAUGURADA A LINHA DE CAMINHO DE FERRO DA BEIRA BAIXA.

PASSARAM 127 ANOS.

A linha de caminho de ferro da Beira Baixa faz anos. Hoje, é oportuno lembrar a data do "seu nascimento", pois representou uma data e um meio importante para o desenvolvimento da região e, em particular para o Concelho do Fundão, com a opção da construção do túnel em Vale de Prazeres.
No dia 5 de Setembro de 1891, o Rei D. Carlos e a Rainha D. Amélia fizeram inauguração oficial dos caminhos de ferro da Beira Baixa.
No dia 6 de Setembro, viajaram na parte final da linha, entre Castelo Branco e a Covilhã e  no Fundão inauguraram a Estação


[Foto da época, no dia em que o Rei D. Carlos I 
chegou ao Fundão e inaugurou a Estação]


[Postal da Estação de Caminho de Ferro e da Fábrica de Moagem da N. Sra. do Miradouro.
 Edição da Tabacaria Havaneza,  Data - Cerca de 1930]

A propósito desta viagem, o jornal "O ANTÓNIO MARIA", editado e dirigido por Rafael Bordalo Pinheiro, na edição de 12 de Setembro de 1891, relatava:

Inauguração da Linha da Beira Baixa
Viagem Real

"N´essa viagem, através das mais pittorescas paisagens, desde as famosas margens do Tejo, até ás portas de Rodam, e d´ahi até às faldas dos montes Herminios a que o vulgo chama Serra da Estrela, admirando castanheiros, azinheiras e também algumas oliveiras, sem fallar das arvores paníferas; por esses caminhos até então impervios e hoje cortados pelos ralis do progresso e da sciência humana [. . .]
essa viagem deixou.nos a grata recordação e a certeza inabalàvel de que ainda há um Portugal que tem a coragem de ser portuguez."

segunda-feira, julho 16, 2018

FUNDÃO

E ESTA HEN ! ! !


Perante os abusos de estacionarem viaturas no Largo da Igreja, foi encontrada esta solução técnica. 
Os responsáveis não levem a mal mas, para este espaço, com "peso" e tradição na vida da terra não havia uma solução mais "elegante" ?
Espero que a solução para a Praça Velha, que sofre da mesma "invasão", seja mais feliz.




segunda-feira, julho 09, 2018

A HISTÓRIA DE UM EDIFÍCIO


Perto da Ponte da Carvalha (Freguesia das Donas) foi construída a Fábrica de Lanifícios do Fundão. Pelo ano de 1890 entrou em falência e foi comprada por um empresário espanhol. 
Posteriormente começou a funcionar o Seminário do Fundão que tinha começado a sua actividade, em 1915, num prédio na rua Direita (hoje rua Dr. João Pinto). 


Com a construção do actual edifício do Seminário, por iniciativa de Monsenhor Santos Carreto, apoiado pelo Padre  Fernando Ferraz, foi constituído o Abrigo de S. José que ocupou as instalações do "Antigo Seminário". 
O edifício foi remodelado onde, presentemente, funciona o Hotel Príncipe das Beira.



sexta-feira, julho 06, 2018

HÁ 215 ANOS A 1ª. INVASÃO FRANCESA ENTROU EM ALPEDRINHA [FUNDÃO]

A NOSSA HOMENAGEM ÀS GENTES DE ALPEDRINHA
ONTEM, PASSARAM 215 ANOS

No ano em que passam 210 anos das Invasões Francesas é bom lembrar, e homenagear, a gente boa da minha terra que lutou para defender o seu território.
Em 5 de Julho de 1808 as “invasões francesas” passaram por Alpedrinha, concelho do Fundão e, ao transcrevermos o texto, abaixo referido, homenageamos os anónimos que, por vezes, a história “não escreve” ou não conheceu.
  
In: “OBSERVADOR PORTUGUEZ, HISTORICO e POLITICO DE LISBOA - Lisboa, na Impressão Regia, Anno 1809
Contém
Todos os Editaes, Ordens Publicas e Particulares, Decretos, sucessos fataes e desconhecidos nas Histórias do Mundo; todas as batalhas, roubos e usurpações até o dia 15 de Setembro de 1808, em que forão expulsos, depois de batidos, os Francezes.

«» «» «» «» «» «»

 ( . . . . . .) A partir de Julho partio de Almeida o Senhor General Loison.
A 4 marchou para a Guarda, aonde esperava ser recebido como amigo, por lhe haverem vários Officiaes Portuguezes sido deputados, a fim de lhe darem huma segurança a este respeito. ( . . . . . .)
A 4 torna elle a partir dalli, e pernoita em Caira. (Caria).
A 5 passou a Atalaia (Atalaia do Campo). Aquella Aldêa estava quasi deserta; pois ainda que se achasse nella o Juiz ordinário; não havia meio algum de acudir ás precisões das tropas; e o Juiz de Fora, em vez de fazer alli apromptar viveres, segundo a ordem que para isso tinha, sahio da Povoação, e foi reunir-se em Alpedrinha com hum ajuntamento de insurgidos.
Conseguintemente partem os dois Batalhões do 1º. Regimento Provisório de Infantaria Ligeira, para dissolver aqulle ajuntamento, procurar viveres, e tornar a conduzir o Juiz de Fora ao seu lugar, se possível fosse.
Ao aproximar-se a Alpedrinhaachão elles os rebeldes n´uma espécie de reductos, sollocados em meio da altura sobre que fica situada aquella Povoação. O General Charlot, por quem era dirigido este movimento, adertio que a dita posição se podia rodear. Então hum dos seus Batalhões sahe pela direita dos insurgidos; e o inimigo se vê atacado simultaneamente pela frente, e retaguarda, de sorte que o socorro, que aquelles emrincheiramentos parecião dar-lhe, só contribuio para que se lhe matasse maior número de homens.
A perda que elle soffreo foi considerável: no número dos seus mortos se achou o Capitão Mor, que com o seu uniforme commandava todo o diti ajuntamento.
Villa de Alpedrinha foi tomada por effeito do desbarato dos insurgidos; e entregues á voracidade das chamas.
De Atalaia (Atalaia do Campo) passou o Senhor General Loisona 6 ás Sarzedas, a 7 a Cortiçada, a 8 ao Sadoal, a 9 aAbrantes, e a 11 a Santarém.
Nestes diferentes combates havemos tido 20 homens mortos, e 30 a 40 feridos. Os rebeldes deixarão pelo menos três mil mortos nos seus differentes campos de batalha. Triste resultado por certo de hum frenesî que nada justifica, que nada desculpa., e que obriga a multiplicar o número das victimas que fazem dó, e compaixão, mas sobre quem huma necessidade terrível obriga a descarregar os golpes de huma justa vingança!
Desta sorte he que o Povo Portuguez, cego instrumento dos indifferentes cálculos do Gabinete Britânico, e ludibrio desgraçado do fanatismo de huma parte dos seus eclesiásticos, destroe com as suas próprias mãos sa felicidade, que com todo o esforço se procurava fazer-lhes gozar! ( . . . . . .)

Quartel General de Lisboa a 13 de Julho de 1808
Por Ordem do Illustrissimo e Ecellentissimo Senhor
Duque de Abrantes, General em Chefe,
O Chefe do Estado Maior General,

                                      Tbicbault.”

quinta-feira, junho 21, 2018

HOJE, CHEGA O VERÃO

Na astronomiasolstício (do latim sol + sistere, que não se mexe) é o momento em que o Sol, durante seu movimento aparente na esfera celeste, atinge a maior declinação em latitude, medida a partir da linha do equador. Os solstícios ocorrem duas vezes por ano: em Dezembro e em Junho. O dia e hora exactos variam de um ano para outro. Quando ocorre no verão significa que a duração do dia é a mais longa do ano. Analogamente, quando ocorre no inverno, significa que a duração da noite é a mais longa do ano.
Este ano, no hemisfério norte o solstício de verão ocorre hoje [11.07 horas - já falta pouco]  e o solstício de inverno, no dia 21 de Dezembro [22.23 horas]. Estas datas marcam o início das respectivas estações do ano neste hemisfério. Já no hemisfério sul, o fenómeno é simétrico: o solstício de verão ocorre em Dezembro e o solstício de inverno ocorre em Junho. Os momentos exactos dos solstícios, que também marcam as mudanças de estação, são obtidos por cálculos de astronomia (consulte a tabela abaixo para os valores de alguns anos).
Devido à órbita elíptica da Terra, as datas nas quais ocorrem os solstícios não dividem o ano em um número igual de dias. Isto ocorre porque quando a Terra está mais próxima do Sol (periélio) viaja mais velozmente do que quando está mais longe (afélio).
Hoje começa o solstício de verão, dando assim início à estação mais quente do ano que durará até ao próximo equinócio do outono que ocorre no dia 23 de Setembro.

Há mais de 2000 anos, no solstício de Verão, um sábio grego de nome Eratóstenes (276 a.C. - 194 a.C.), utilizando as sombras projectadas pelo Sol em dois locais do actual Egipto e cálculos geométricos muito simples, foi capaz de determinar o perímetro da Terra com uma precisão verdadeiramente espantosa.


Stonehenge

É o mais visitado e bem conhecido dos círculo de pedras britânicos, e acredita-se que foi projectado para permitir a observação de fenómenos astronómicos, nomeadamente os solstícios do Verão .

sábado, junho 16, 2018

FUNDÃO - IMPRENSA

In: Jornal "A GARDUNHA", no Fundão.
Página de anúncios, na edição de 3 de Maio de 1917

 Passaram 101 anos

sexta-feira, junho 15, 2018

"SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA DO DESPORTO FUNDANENSE" [ 2 ]

Ontem, na Rússia, começou o Mundial de futebol - 2018. Como, hoje, a nossa selecção inicia a participação no"Mundial", o apontamento sobre o título em epígrafe, é dedicado ao associativismo (célula organizada do desporto).

 « « « « «   » » » » »
Os Jogos Olimpicos da era moderna realizaram-se em 1896, em Atenas, com a participação de 241 atletas masculinos, representando 14 países. O I Campeonato do Mundo, em futebol, disputou-se em 1930 no Uruguaia [13 equipas - 7 da América do Sul, 4 da Europa e 2 da América do Norte] e a Volta a Portugal, em bicicleta começou em 1927. Teve a participação de 42 ciclistas e Augusto Carvalho, do Carcavelos, foi o vencedor.
Não sei se estas provas tiveram alguma influência para a prática desportiva no Fundão mas há dados, do séc. XIX, que indiciam a prática de alguns desportos mas é no séc. XX que há registos de uma prática regular, no Concelho do Fundão, de diferentes modalidades desportivas - ténis, "moto ciclette werner", automobilismo, corridas de bicicleta, torneio tiro aos pombos, alpinismo, futebol, alpinismo, etc.
Embora a actividade desportiva tenha uma componente individual e inorgância, desde cedo, o associativismo desportivo teve uma forte adesão.
A Associação dos Empregados do Comércio do Fundão (1918 ?), dedicou-se ao ciclismo e futebol (camisolas de cor amarela). Terminou a sua actividade na década de 1950.
Em 1923 há referências ao "Gardunha Foot-ball Club do Fundão" que a convite do Vitória Luso Sporting da Covilhã se deslocou à terra vizinha (12.8.1923).
O Sporting Club do Fundão  é criado a 30 de Outubro de 1926 (Filial nº. 28 do Sporting Club de Portugal,3 - 12 - 1926), com Sede na Praça Velha (por cima do Café Aliança).
O Grupo Desportivo Fundanense (1927/8 ?), com Sede na loja do Zé Nabinho (taberna do General, ao lado da antiga loja dos Ferreiras, ao Alto do Chafariz), equipava de camisola branca/verde , às segundas-feiras, jogava na Covilhã.
A 14 de Junho de 1930 é fundado o Sport Fundão e Benfica (Filial nº. 24) e, mais tarde muda para Sport Lisboa e Fundão.
Em 1930 (?) foi criado o "Belenenses", com sede na Taberna da Felicidade (atrás da Capela de S. António). O Zézinho da Elvira foi o Director e o João Canhoto capitão da equipa de futebol.
O Luzitano Futebol Clube é fundado em 1932, com as modadlidades de futebol e ciclismo. Com curiosidade da época, em Setembro de 1936, o Lusitano defronta em Aldeia Nova, o Santa Cruz e vence por 4 - 1, com mudança de árbitro.
Em 1932 é fundado o "Falta d´Ar" que, em 1938, termina as suas actividades.
Em 1936 é criada a Associação Académica Fundanense.
O Grupo Cova da Beira é constituído em 1944.
O Águias Negras teve pouco tempo de vida (1945 - 1947 ?).
1945 é constituído o Grupo Campista "Sol Nascente". Em Agosto /45, edita o Nº. 1 do Boletim de Propaganda Campista e Turista do Fundão, fazendo a promoção de 2 marcas - "Cova da Beira e Alcambar".
Em 1954 é criada a Associação Académica do Fundão, com actividade até ao final da década
Em 1954, Henrique Tarouca funda o Hóquei Clube do Fundão, com os atletas, Carlos Caldas, Alexandre Pereira, João Barreiros, Filipe Duarte, Mesquita e José Manuel Dias Ferreira.
A 23 de Abril de 1955 é criada a Associação Desportiva do Fundão, resultado da fusão do Sporting Club do Fundão, Sport Lisboa e Fundão e Hóquei Clube do Fundão.

NOTA -  Grupo Desportivo Fundanense. Foto tirada em 1928 no antigo campo, onde foi construido o Seminário.
O GDF teve actividade nos finais da década de 1920. Equipamento - camisola verde e branca. Calção preto.


Jogadores (da esquerda p/ a direita) - Raul Campos, Costa Afonso, Américo Salvado, José Abranches, Gutterres, José Duarte, Toneca Ramos, João Nicolau, José França, Francisco França e Tavares.

terça-feira, junho 12, 2018

"SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA DO DESPORTO FUNDANENSE" - [ 1 ]

Correr, marchar, nadar, cavalgar, etc, remotam aos primódios da humanidade. Essas referências são-nos dadas pelos mais variados documentos:

- Desenhos descobertos nas grutas do deserto da Líbia, que os arqueólogos avaliam em 9.000 anos antes da nossa era (é o paontamento mais antigo relacionado com a arte de nadar) .
- Frisos encontrados nas pirâmides egípcias.
- Pedro Afonso (na época dos grandes descobrimentos) escrevia na sua "Disciplina Clericalis", referindo-se às sete manhãs do cavaleiro:
"Probitates hae sunt: equitare, natare, sugittare, certibus certare, aucupare, scacis ludere, versificare " [As manhãs são estas: andar a cavalo, nadar, arremessar setas, fazer pugilato, caçar de altaneia, jogar o xadrez e fazer verso) .
- Dr. Ribeiro Sanches, em 1759, nas suas famosas cartas sobre a Educação da Mocidade, incluía a prática desportiva, no currículo escolar, como a natação .
- Em 1823, Francisco de Melo Franco publicou, em Lisboa, um trabalho "Elementar de Higiene ou dictames teóricos e práticos para conservar a saúde e prolongar a vida" .
- Em 1842, António Feliciano Castilho fez o elogio da prática desportiva .
- Em fins do século XIX, Ramalho Ortigão, em as "Praias de Portugal", salientou a prática do desporto e sugeriu a criação de uma escola de natação feminina .
- Etc.
A nossa terra - Fundão - tem uma longa história sobre o desporto. Não é fácil referir, com precisão, uma data sobre o início da  prática do desporto, realizado de uma forma organizada ou na sua salutar prática individual ou em pequenos grupos.
Há referências a algumas actividades no século XIX mas, hoje, para início do tema em epígrafe, destacamos a natação. 
Na década de 1950, com a recuperação da piscina, teve uma grande adesão na população fundanense e, pela primeira vez, os êxitos desportivos, foram alcançados muito para além das "fronteiras" concelhias.
De destacar a visão do Presidente da Câmara, Dr. Fernando Carneiro, com a decisão de recuperar o tanque da piscina e a construção do Parque Desportivo, assim como a contratação de um técnico qualificado para o ensino da natação.
Manuel Barbeiro, do Algés e Dafundo (1953), Horácio Mendes, do Algés de Dafundo (1954 a 1956) e Francisco Romãozinho, do Santa Clara, Coimbra (1957 e 1958), foram os verdadeiros obreiros dos êxitos desportivos da natação.
Foram 6 épocas decisivas para a consolidação da prática da natação, nos anos seguintes, nas componentes lúdica e de competição.
Em 1957, pela primeira vez, os nadadores da Associação Desportiva do Fundão, participaram nos Campeonatos Regionais de Natação, em Coimbra e Figueira da Foz. 
O "bapitzado" foi uma verdadeira "aventura" (em outro post, recordarei pormenores dessa "aventura") mas é de inteira justiça sublinhar o trabalho realizado pelo Henrique Tarouca. Se não fosse a sua acção, não teríamos participado nos "Regionais e Nacionais", em 1957 e 58, com as consequências positivas para o êxito dos fundanenses na natação portuguesa, em anos seguintes.
Em Agosto de 1957 "partiram" para Coimbra 9 nadadores e regressaram ao Fundão 9 campeões regionais.
Posto as fotos. Vencedores do 1º. Festival de natação [1953]; vencedores do festival de natação em 1954; a equipa que participou nos "Regionais", em Coimbra/F. Foz [1957]; decorridos 50 anos, em 2007, na piscina do Fundão, os "primeiros" campeões, com os vencedores de outros anos, comemoraram/lembraram os êxitos da natação fundanense. A última foto testemunha as comemorações dos 50 anos das vitórias dos nadadores da ADF, com o descerramento de uma placa na Piscina do Fundão.






quinta-feira, junho 07, 2018

FUNDÃO - 271 ANOs

O Fundão, no próximo sábado, 
comemora 271 anos da criação do Concelho. 
Na edição , de hoje, do JF publiquei o seguinte artigo:



quarta-feira, junho 06, 2018

FUNDÃO - RECORDAÇÕES

Levado à cena, no Casino Fundanense, 
em Abril de 1914.


segunda-feira, junho 04, 2018

"VOLTEI À MINHA ESCOLA"


"VOLTEI À MINHA ESCOLA".

No passado sábado, volvidos 66 anos, voltei à sala de aulas, da Escola Primária do Fundão [Escola das Tílias] onde, há 70 anos, entrei para aprender o "A,E,I,O,U".
Com uma certa emoção, entrei na sala. Recordei os meus companheiros e o meu professor - Edmundo Gomes. 



Depois, fui para outra sala, onde, no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Criança, decorreu a Palestra "Direito ao Brincar".
Foram oradores Carlos Neto (Investigador e Professor Catedrático da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa) e Ana Carolina (Psicóloga na Clínica de Psicologia e Saúde Familiar, Bebés & Crescidos, Coimbra). 
Tive a tarefa apresentar os oradores. Como, nestes momentos, a emoção e a saudade, nos "traiem", recordei o tempo da minha Escola e mostrei a foto com os alunos [1949]





terça-feira, maio 15, 2018

LIVROS DA MINHA TERRA - REGIÃO [ 4 ]


Joaquim Rebordão Leitão, natural do Souto da Casa, em 2003 publicou "Aldeia Nova do Cabo e a Cova da Beira - Estórias e Olhares".
Em 232 páginas, não se limitou a falar de jma aldeia do seu Concelho (Fundão), mas escreveu sobre a História de uma região como Fernando Paulouro lembrou no Prefácio:
"Ele vai à raiz do tempo, ao registo contextualizado da História, mas não se fica pelo jogo circunstancial ou dos falsos determinismos, antes caminha pela pela temporalidade, e, nesse caminho que se faz andando, como dizem os versos de Machado, encontra nexos de causalidade que ajudam o leitor a perceber as palavras e as coisas.e a estar dentro da própria realidade".
Para quem não leu, aconselho a leitura com "Estórias e Olhares" sobre a História.

sábado, maio 12, 2018

LIVROS DA MINHA TERRA/REGIÃO [ 3 ]

FUNDÃO - LIVROS DA MINHA TERRA/REGIÃO [ 3 ]


Rosário Assunção Silva do Espírito Santo Janeira Antunes, é natural do Castelejo (8 de Abril de 1955). Sempre disponível para a causa pública, foi a primeira mulher a desempenhar, no Castelejo, a função de Presidente de Junta no Concelho do Fundão.
Em 2004, publicou "Memórias do Castelejo" onde, em 341 páginas, em poemas, fez um "retrato da terra das suas gentes e da sua alma, da sua cultura e dos seus usos e costumes".

quinta-feira, maio 10, 2018

LIVROS DA MINHA TERRA/REGIÃO [ 2 ].

FUNDÃO - LIVROS DA MINHA TERRA/REGIÃO [ 2 ].


Dr. Celestino Tavares Monteiro, natural do Fundão [19 de Janeiro de 1885 - 9 de Janeiro de 1962]
Foi Administrador do Concelho do Fundão [1932 a 1934] e nomeado Presidente da Câmara Municipal do Fundão (1934 - 1950). 
Além de jornalista (Gardunha - 1914), foi Director de "O Fundão" (1934). Entre outras funções, foi Presidente do Grémio da Lavoura do Fundão (1959-1962). 
Em 1940, publicou "O Município do Fundão nas Comemorações Centenárias". Em 1998, sua família, com a coordenação do filho, José Adrião Tavares Monteiro, publicou "FUNDÃO DO MEU TEMPO", com a recolha de artigos de Celestino Tavares Monteiro e a compilação dos seus inéditos.

quarta-feira, maio 09, 2018

POLITICOS - ABRAÇOS

LEMBRANDO OS ABRAÇOS DE ANTÓNIO COSTA

António Costa é o homem do momento. 

A todos [do seu Partido] manifestou solidariedade e camaradagem e a todos abraçou.
Abraçou José Seguro mas o abraço veio a revelar-se um "abraço" de Judas.


Foi fiel escudeiro de José Sócrates e segurou o braço do "Chefe".
Há dois anos, José Sócrates [ex-Chefe], em entrevista à Antena 1, afirmou que "Eu nunca teria sido primeiro-ministro sem ter ganho as eleições", e lamentou o facto do PS [liderado por António Costa], não ter criticado a actuação do Ministério Público sobre a sua situação.


Não sei se haverá novo abraço entre os dois, mas Sócrates já deu a entender que não esquece as traições e, segundo a sua actividade, não perdoa a quem o atraiçoa.
Para acompanhar, com interesse, os próximos passos, perdão, abraços.



LIVROS DA MINHA TERRA/REGIÃO [ 1 ]

FUNDÃO - LIVROS DA MINHA TERRA/REGIÃO [ 1 ].


Hoje, iniciamos a divulgação de livros - de autores conhecidos e de cidadãos que se aventuraram na escrita - com diferentes temas/assuntos, relacionados com a nossa terra/região.

"MONOGRAFIA D´ALPEDRINHA", de António José Salvado Mota (1879 - 1960), edição de 1933, é a primeira publicação desta rúbrica.

terça-feira, maio 08, 2018

FUNDÃO - GENTE DA MINHA TERRA. ALBERTO COSTA (Pad´Zé) - [ 9 ]

Alberto António da Siva e Costa, nasceu na Aldeia de Joanes (Fundão), em 1877 e morreu (há fortes suspeitas que foi assassinado) em Lisboa (1908). 

Estudou no Colégio de S. Fiel e no Liceu da Guarda e, em 1895, matriculou-se na Faculdade de Direito, em Coimbra. Os seus tempos estudantis, desde a Guarda, foram sempre caracterizado como uma aura de simpático boémio.

Em Coimbra, conhecido pela fama de estudante indiciplinado e brincalhão, adopta o o nome de Pad´ Zé, provavelmente por ter sido aluno dos jesuíras. 
Passou a ser conhecido por Pad´Zé, nome que o imortalizaria.
Com o seu espírito boémio e extravagante, perante uma "farpa" dirigida a um professor, é expulso da Universidade. Decide partir para a Ilha de S. Tomé, torna-se funcionário público e foi administrador de uma roça. Em 1901 regressa a Coimbra, retoma a sua vida de boémia, estabeleceu contactos com os meios políticos republicanos e termina o curso de Direito (1904).
No ano seguinte publica "O livro do Doutor Assis", em parte um auto-biográfico.
Em Lisboa começa a exercer a advocacia e retomando a veia jornalistica de Coimbra, funda com um colega "O Vira". Publicação humoristica. Em 1906 entra para a redacção de "O Mundo" (órgão republicano). Inicia uma participação em manifestações públicas, com uma componente revolucionária. Com a sua independência e irreverência, torna-se incómodo. 
Alberto Costa, o Pad´Zé, em 1908 aparece morto num gabinete do jornal "O Mundo". De acordo com os escritos da época, para a história ficou o suicídio.
"O livro do Doutor Assis" é um conjunto de evocações e de lembranças ou, como o autor afirmou: 
"Pensamentos, conceitos,, anedotas, larachas, chalaças, agudezas, subtilezas, facécias, ditos de espírito, calembourgs e charadas" .

Transcrevo as últimas palavras de despedida , do Pad´Zé, na récita dos quintanistas da Universidade na noite de 9 de Março de 1904:

". . . Aqui jaz Pad Zé, bondosa criatura,
Alma feita de luz, um coração sem fel!
Morreu por ter chegado um dia a bacharel!...
Quando na terra já não tinha que fazer,
Nem fato p´ra vestir, ou côdea p´ra roer,
Foi-se hospedar a cão no Grande Hotel dos Céus!"

in "O Livro do Doutor Assis"


FUNDÃO - MEMÓRIAS.

Desenhos de Moisés Abrantes (1988) - "Joaquim Judeu" [Joaquim Veríssimo de Brito Abrantes], proprietário da antiga papelaria Cavalinho, na Rua João Franco.
Perspectivas da rua da Cale, quando se vem do Chafariz das 8 Bicas, antes de chegar ao Alto do Chafariz.


[no desenho, ao fundo da escada, era onde o senhor Luís Gaiolas tinha a oficina. 
A escadaria ainda existe].











segunda-feira, maio 07, 2018

DESPORTO - MEMÓRIAS DO FUNDÃO




Equipa do Sport Lisboa e Fundão, na década de 40. Foto tirada no antigo campo de futebol, no local onde foi edificada a Adega Cooperativa do Fundão.

Consigo identificar 3 jogadores.

Em pé, o Zeca dos Bolos (guarda-redes) e o último da fila, o António(Toneca) Caldas.

De joelhos, ao centro, Domingos Canaveira (avançado centro).
Lanço um "desafio" aos fundanenses e, antecipadamente, agradeço a atenção e a respectiva comunicação. 
Conseguem identificar os restantes jogadores ? 

domingo, maio 06, 2018

DIA DA MÃE

NO DIA DA MÃE





Para a minha mãe, com um grande beijo.

Para Sempre
Por que Deus permite que as mães vão-se embora? Mãe não tem limite, é tempo sem hora, luz que não apaga quando sopra o vento e chuva desaba, veludo escondido na pele enrugada, água pura, ar puro, puro pensamento. Morrer acontece com o que é breve e passa sem deixar vestígio. Mãe, na sua graça, é eternidade. Por que Deus se lembra — mistério profundo — de tirá-la um dia? Fosse eu Rei do Mundo, baixava uma lei: Mãe não morre nunca, mãe ficará sempre junto de seu filho e ele, velho embora, será pequenino feito grão de milho. 

Carlos Drummond de Andrade, in 'Lição de Coisas'