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quarta-feira, fevereiro 17, 2016

O "MALHADOR"

Augusto Santos Silva, Ministro dos Negócios Estrangeiros e a segunda figura do actual Governo do PS, nestes 88 dias de governação, tem sido mais um "Ministro da Vida Interna do País" do que o responsável pelos assuntos externos - União Europeia e de âmbito internacional.
Pelo seu comportamento, mais virado para o interior, parece que Augusto Santos Silva quer recuperar o seu espírito de 2009, quando numa reunião de militantes do PS, em Lisboa, na qualidade de Ministro dos Assuntos Parlamentares, classificou o Bloco de Esquerda e o PCP de "forças reaccionárias",informando os militantes socialistas que gosta "de malhar com especial prazer nesses sujeitos e sujeitas que se situam de facto à direita do PS".
Nessa época, o socialista Edmundo Pedro, histórico militante socialista, garantiu "haver medo dentro do PS". Santos Silva ignorou as criticas de Edmundo Pedro e optou por "malhar" fora do partido.





terça-feira, outubro 20, 2015

"ABUSO COM UM CARRO DO ESTADO".


O artº. 6º. da Lei nº. 26/84, de 31 de Julho estabelece as "regalias" a que "Os ex-titulares do cargo de Presidente da República" têm direito.
Na alínea a), do citado artigo, é estabelecido que têm "Direito ao uso de automóvel do Estado, para o seu serviço pessoal, com condutor e combustível". 
Nas restantes alíneas, são estabelecidos outros direitos.
Lembro esta legislação, porque no passado domingo, José Sócrates, ao sair de casa, em poucas palavras aos jornalistas, disse que ía almoçar com um amigo - Dr. Mário Soares. Nada a criticar sobre esta decisão de José Sócrates. É um direito que lhe assiste, desde que foi levantada a prisão domiciliária.
O que me espanta, é o facto de Mário Soares ter enviado o carro do Estado para transportar José Sócrates para o almoço em sua casa. 
Não era necessário um matutino der denunciado este abuso da utilização de um automóvel do Estado pois, perante as imagens televisivas, as pessoas reconheceram o condutor destacado para o ex-Presidente da República Mário Soares.
A Lei estabelece que o "automóvel do Estado" é "para o seu serviço pessoal". O interessante é que, sobre este caso, certos partidos , comentadores e activos participantes no FB, que estão, sempre,atentos a situações similares, perante este "abuso com um automóvel do Estado", mantiveram um silêncio sepulcral
Porquê?
[em baixo. Fotos com Sócrates a sair de casa -  Artº. 6º. da Lei 26/84]



sexta-feira, junho 26, 2015

SÓ PARA LEMBRAR [ 2 ]

Em 26 de Junho de 2011, publicámos este post.

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" Mário Soares, em Arcos de Valdevez, à margem de uma cerimónia, recusou falar sobre o apoio aos candidatos à liderança do PS mas lembrou a necessidade do "PS fazer uma reflexão sobre o passado" recente.

Lá diz o povo: "Quem me avisa meu amigo é".

Estarão os militantes socialistas e os candidatos a secretário-geral do PS interessados nessa reflexão? "

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Porque razão, Mário Soares, nos dias de hoje, quando faz visitas a Évora, já não fala na necessidade "do PS fazer uma reflexão sobre o passado" recente.
Pelas contas, Mário Soares referia-se ao tempo de 2005 - 2011.


sexta-feira, maio 08, 2015

AZARES . . .



António Costa, na TVI (4ª. Feira) tomou uma "posição dura" [a propósito da TAP], na opinião de Jorge Coelho (na Quadratura do Círculo). 
Em menos de 24 horas, António Costa teve duas "derrotas".
A decisão da Comunidade Europeia, ao chumbar os apoios do Governo Sócrates/PS aos Estaleiros de Viana do Castelo e a derrota do Partido Trabalhista nas eleições inglesas. 
Lá diz o povo: "Uma desgraça nunca vem só".

quarta-feira, abril 08, 2015

MÁRIO SOARES, dixit

O jornal i, na edição de 23/Abril/2011, fez manchete, na 1ª. página com a opinião de Mário Soares sobre Pedro Passos Coelho.

"Passos Coelho é uma pessoa bem-intencionada com quem se pode falar"


O que terá levado o "Pai" da democracia portuguesa e fundador do PS, naquele data (Abril-2011), a fazer um elogio e, agora, mudar de opinião?
"Mudam-se os tempos . . . mudam-se as vontades".
Ou mudaram os subsídios às Fundações?




quarta-feira, dezembro 17, 2014

AI COSTA... COSTA!

Já entendi. O que António Costa diz . . no dia seguinte, corrige pois não foi isso que quis dizer.



Hoje, corrigiu o que disse ontem sobre a governação do bloco central. Hoje garantiu que só quis lembrar o papel de Mário Soares.

É caso para perguntar: 
Os outros o que estiveram lá a fazer?
Em tão pouco tempo de liderança no Largo do Rato, por 2 vezes, António Costa disse que não queria dizer aquilo. Porreiro pá.


segunda-feira, novembro 10, 2014

CONTRADIÇÕES DE FERRO RODRIGUES

O Presidente da República, em entrevista ao semanário Expresso, afirmou que "Eleições serão na data prevista". 

Ferro Rodrigues, no Diário de Notícias , no domingo, opinou que "Bom senso ausente ao mais alto nível". 
Quero acreditar que Ferro Rodrigues mediu, bem, as suas palavras pois, em entrevista, na Antena 1, na passada 5ª. Feira, perante a questão colocada pela jornalista Maria Flor Pedroso, porque, tendo assinado o "manifesto dos 73"não tinha assinado o "manifesto dos 14" que exigiam uma intervenção do Governo sobre a venda que a Oi pretende fazer na PT.

Ferro Rodrigues foi claro: "Já não sou manifestante. Agora tenho responsabilidades pois sou líder do grupo parlamentar do PS". 
Fiquei a saber que o apoio de Ferro Rodrigues, no "manifesto dos 73" era do manifestante que, agora, já não se manifesta. 
As contradições de Ferro Rodrigues
Agora que é "responsável", pretende que o Presidente da República não o seja.

quarta-feira, julho 16, 2014

SEM UMA PONTINHA DE HUMOR - "DIVERTI-ME MUITO COM A POLÍTICA ...!!!"


Mário Soares, usufruindo das "regalias" (há quem chame de mordomias) de ex-Presidente da República, mantêm as suas rotinas de cidadania. No passado sábado esteve na Nazaré num encontro de apoio à candidatura de José Miguel Medeiros à Federação de Leiria do PS. Depois dos elogios do candidato José Miguel, aproveitou o encontro para reafirmar o apoio a António Costa na disputa da liderança do PS, desejando que ele "seja primeiro-ministro em 2015". Sobre o momento, Soares criticou o Governo por "destruir tudo o que foi feito desde o 25 de Abril".
As declarações de Mário Soares já não me surpreendem mas estranho que ninguém dos seus pares lhe lembra que, Mário Soares, na qualidade de primeiro-ministro, por duas vezes pediu a ajuda do FMI (com as inevitáveis dificuldades para os portugueses) e ter "metido o socialismo na gaveta" (não foi uma destruição do que foi feito desde o 25 de Abril ? ).
Nem vou recordar os custos , para o erário público, com a compra e as obras no edifício da Fundação Mário Soares, "tête-à-tête" com a Assembleia da República, nem outros comportamentos que, vistos à distância, chocam os portugueses.

sábado, maio 17, 2014

A NÃO SURPRESA


O pequeno almoço de António Capucho, desta manhã, num hotel de Cascais, onde teve a companhia de Francisco Assis, tem sido a notícia do dia.
Não sei onde está a surpresa.
Surpresa das surpresas era o facto de António Capucho (depois de ter dito o que disse; as tentativas feitas para ser candidato autárquico pelo PSD, em 2 localidades - recusado pelas bases e as declarações proferidas na pré-campanha autárquica de Sintra) se tivesse declarado o seu apoio aos candidatos do PSD ao Parlamento Europeu. Esse apoio/voto é que era uma surpresa.
Como diz o povo: "Tudo como dantes. Quartel-General em Abrantes"

quinta-feira, abril 24, 2014

MÁRIO SOARES CONFESSOU QUE TEVE DE "ENGOLIR SAPOS"

Mário Soares, nos dias difíceis porque os portugueses estão a passar, tem sido, nos últimos tempos, dos políticos mais interventivos com a actual situação política, económica e social. Porque, por vezes, Mário Soares revela uma grande insensibilidade (ou incompreensão) para quem governa, proferido opiniões crispadas, considero oportuno trazer uma das suas afirmações  com 4 anos de "vida".


Mário Soares, ex-primeiro-ministro e ex-Presidente da República, na Revista ÚNICA, na edição do EXPRESSO, de 24 de Abril de 2010:

"Houve sapos que tive de engolir como primeiro-ministro".

É por estas e por outros que os portugueses começam a "desconfiar" da classe política.

terça-feira, abril 22, 2014

MÁRIO SOARES PASSA A VIDA A DAR "UMA NO CRAVO E OUTRA NA FERRADURA"


Ontem, Mário Soares, no final da sua intervenção no Congresso "A Revolução de Abril" , em declarações aos jornalistas, afirmou que "este Governo tem que sair à força"
Esta afirmação assume um grau elevado de demagogia e de exagerado populismo. Esta e outras afirmações de Mário Soares podem ser "simpáticas" e os media adoram lançar aos ventos estas posições. 
No entanto,  Mário Soares, na vida política portuguesa é o grande exemplo de alguém que tem dado "uma no cravo e outra na ferradura".

Lembram-se do Primeiro Ministro Mário Soares ter "rasgado o socialismo e o ter colocado na gaveta"
Para não lembrar que nunca rasgou o acordo que assinou com o FMI.
Lembram-se de Mário Soares ter afirmado que Sócrates "era o pior do guterrismo". Com esta afirmação matou 2 coelhos com uma cajadada. 
E nos primeiros tempos da liderança de Seguro, os rasgados elogios a Passos Coelho.

Os historiadores, com o devido distanciamento, colocarão as pessoas na história.
Agora, quanto aos santos e aos santinhos, só no altar.



"ACROBACIAS" de POLÍTICOS (1) - COMO É BOM RECORDAR AS OPINIÕES DE ALGUNS POLÍTICOS

No sexta-feira santa, passaram 3 anos em que Freitas do Amaral, antigo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, do primeiro Governo de José Sócrates, culpou o primeiro-ministro pela situação financeira do País, acusando-o de viver num "mundo irreal" e acrescentou:

"O ministro das Finanças tinha toda a razão. Aos 7% era necessário a ajuda externa, mas deixou-se chegar aos, 9, aos 8 e 10. Tenho de concluir que foi o primeiro-ministro que não deixou, porque, de repente, começou a viver num mundo irreal, e Teixeira dos Santos, por solidariedade ou amizade, submeteu-se", afirmou Freitas do Amaral na entrevista à RTP.

O primeiro-ministro José Sócrates, na altura demissionário, numa visita a uma fábrica na Trofa, recusou-se a comentar as declarações do seu ex-ministro, mas acrescentou que "lamento as declarações do professor Freitas do Amaral", por o ter responsabilizado pelo adiamento de um pedido de ajuda externa.

José Sócrates não comentou, mas lamentou.

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Como é interessante recordar as opiniões de alguns políticos. As voltas que certos políticos dão. Falam ao sabor dos seus interesses, esquecendo-se de opiniões proferidas, num passado, não longínquo.
Verdadeiras "acrobacias" . . .

quinta-feira, março 20, 2014

PERGUNTAR NÃO OFENDE


A propósito da "prescrição" de Jardim Gonçalves, no "Caso BCP", o grupo parlamentar do PS sugeriu a audição do CSM (Conselho Superior de Magistratura) e o grupo parlamentar do PCP sugeriu a audição do Governador do Banco de Portugal.
Perante estas duas preocupações (só agora, porquê?), ouso perguntar:
- Porque razão o PS não sugere a audição do ex-Governador do BP, Vítor Constâncio ?
Julgo que este ilustre socialista pode dar um precioso contributo para a clarificação e a verdade no "Caso BCP".

sexta-feira, janeiro 24, 2014

FREITAS DO AMARAL ANDA ACTIVO OU NERVOSO ?

Freitas de Amaral, nos últimos tempos apresenta uma actividade sinusoidal e quando julga que a amplitude da sinusoidalidade lhe é favorável, dá a sua opinião.
Pensando nos resultados da sua candidatura a Belém, em 1985/86, o fundador e ex-lider do CDS e ex-ministro do PS, no meu ponto de vista, pensa que poderá ser um candidato a Belém com o apoio do Largo do Rato.
Nesta perspectiva, Freitas do Amaral, esta semana veio a lume com duas mensagens.
1 - Apelou aos portugueses "para castigarem o Governo" para nas próximas legislativas se "encontrar uma nova forma de governativa".
2 - Criticou o Presidente da República por exercer "uma magistratura de influência de apoio ao Governo".
Na primeira mensagem sugere aos portugueses que votem no PS e na segunda, manifesta ao PS a sua disponibilidade para ocupar o Palácio de Belém.
O que surpreendeu nas declarações de Freitas do Amaral, é o facto de, numa forma indirecta, considerar que o Presidente da República não pensa nos interesses do País e dos portugueses.
Não sei as voltas que a vida política dá, mas é oportuno recordarmos os resultados da "luta" Freitas - Soares para verificarmos que nem sempre o que luz é ouro.

1ª. volta ( 26 de Janeiro de 1985).
- Freitas do Amaral - 46.31%.
- Mário Soares - 25.43%.
- Salgado Zenha - 20.88%.
- Lurdes Pintassilgo - 7.30%
- Ângelo Veloso - desistiu a favor de S. Zenha.

2ª. volta (16 de Fevereiro de 1986)
- Mário Soares - 51.18%
- F. do Amaral - 48.82%

Como seria o resultado final se Lurdes Pintassilgo não fosse candidatada?
Provavelmente teríamos uma 2ª. volta com F. do Amaral e S. Zenha. A história não se faz de "ses" mas de factos e Mário Soares foi eleito Presidente da República.
Não sei se Freitas do Amaral está "embalado" por esses resultados mas a realidade é que passaram 28 anos e muita água passou por baixo das pontes e, como diz a sabedoria popular, "A água corre para o mar" e "Não passa duas vezes debaixo da mesma ponte".

segunda-feira, outubro 28, 2013

SÓ PARA RECORDAR

Até o Dr. Mário Soares se queixava . . . mas, agora, o DR. Mário Soares já não se recorda desses tempos mas mudou de opinião depois de lhe tocarem nos subsídios da Fundação.
"É necessário passar este Orçamento que não é bom, é bastante mau, até, mas é decisivo para não nos cortarem o crédito".

No Jornal de Notícias [27 de Outubro de 2010] - Mário Soares, antigo Presidente da República.

terça-feira, outubro 22, 2013

O QUE QUER JOSÉ SÓCRATES ?

No post de 19 de Outubro, passado, "prometi" que comentaria a entrevista de José Sócrates no Expresso. Esclareci que a entrevista devia ser lida nas "linhas e entre-linhas". No entanto, a entrevista não pode ser dissociada da ida de Sócrates ao programa "Herman 2013" (sábado à noite, na RTP 1) e das notícias que, a propósito da apresentação do livro, foram saindo nos media, assim como o jantar (no passado sábado) que reuniu um grupo de amigos de Sócrates onde a ausência de José Seguro foi notória. Ausência e,  pelo que dizem os jornais, não convidado.
Na entrevista no Expresso e no encontro com Herman José, sublinho a forma simpática como os entrevistadores foram colocando (ou não colocaram) as questões. Em ambas se falou no passado político do ex-Primeiro Ministro  e do lançamento, em livro, da Tese de Mestrado em Paris.
Tenho alguma dificuldade em analisar (e compreender) certas opiniões de um ex-Primeiro Ministro e a terminologia usada para falar de pessoas, colegas de Governo e adversários políticos.
Usar os termos "bandalho", "estupor do ministro", "aqueles gajos" e "filho da mãe", são léxicos usados na rua, de norte a sul, como pode ser na zona da  Ribeira, no Porto, ou no Bairro de Alfama, em Lisboa.
Não sei como hei-de considerar, em democracia, um político/ex-Primeiro Ministro que afirma "Fiquei com a minha pedra no sapato" e "Não sinto inclinação para voltar a depender do voto popular"
Democrático? Anti-democrático?
Neste turbilhão de palavras e ideias de José Sócrates, sinceramente, a que mais me surpreendeu foi a afirmação que o seu Ministro de Estado e das Finanças, Teixeira dos Santos "Foi-se abaixo. Teve a fraqueza de  de fazer aquele telefonema ao Jornal de Negócios". 
No "Herman 2013" repetiram-se as ideias do Expresso com um cenário favorável para o "ajuste de contas" onde o outro convidado (?), o "filósofo Sócrates" foi remetido para o papel de comediante. 
Com estes cenários e envolvência, resta esperar pela apresentação da tese de mestrado, conseguida em menos de 2 anos.  Vou ler para ver se fica bem ao "chefe democrático que a direita sempre quis ter" (Aqui está um bom tema, não para uma tese, mas, talvez, para um doutoramento, de novo, em Paris).

Nota - pelo que escrevi, esclareço os meus amigos que não é possível comentar uma entrevista deste cariz, formato e enquadramento. "inclinação do voto  popular".
Como o futuro a Deus pertence, vamos ver a

segunda-feira, outubro 07, 2013

PARA RECORDAR a TEIMOSIA de SÓCRATES e os SILÊNCIOS de SEGURO.

Só para recordar a teimosia de José Sócrates e os silêncios de José Seguro

Como alguns responsáveis do PS andam muito "nervosos" e apresentam um elevado grau de esquecimento, transcrevo o post publicado no dia 17 de Fevereiro de 2012.

"Mário Soares disse que José Sócrates acabou por ceder "à evidência" de ter de pedir ajuda externa, depois de com ele ter tido uma"gravíssima" discussão.
A revelação foi feita ontem, na Figueira da Foz, numa sessão de apresentação do seu livro "Um Político Assume-se".
"Tive uma discussão com ele gravíssima, porque queria que ele pedisse o apoio e ele não queria. Falei muito com ele durante muito tempo, duas horas ou três, discutimos brutalmente mas amigavelmente, eu a convencê-lo e ele a não estar convencido", afirmou Mário Soares, na sessão promovida pelo Casino da Figueira da Foz.
Acrescentou que também o então ministro das Finanças, Teixeira dos Santos contribuiu para a decisão do Governo liderado por José Sócrates de pedir a intervenção do FMI em Portugal.
"Depois o ministro das Finanças também interveio mais tarde e ele [José Sócrates] acabou por ter de ceder, perante a evidência das coisas", lembrou Mário Soares.
revelação de Mário Soares  veio confirmar a teimosia [conhecida] de José Sócrates e, urge perguntar:
- Se o pedido tivesse sido feito mais cedo os portugueses estariam hoje, como estão, a passar com estas medidas de austeridade ou as medidas podiam ser mais suaves?

Gostava de saber a opinião de António José Seguro, novo líder do PS, pois durante os Governos de José Sócrates nunca ouvi qualquer discordância do deputado José Seguro.
Há silêncios comprometedores e, por isso, nos dias de hoje, não há força moral e política para falar em "alternativas" ou em "outros caminhos".
A teimosia socrática está a ficar muito cara aos portugueses."

quarta-feira, setembro 11, 2013

FRANCISCO SÁ CARNEIRO

Que saudades . . . deste homem, cidadão e político



Francisco Sá Carneiro, dixit:
"A política sem risco é uma chatice, mas sem ética é uma vergonha" . 

segunda-feira, junho 17, 2013

LEMBRANDO . . . PARA RECORDAR.

A 17 de Junho de 2012, publiquei estes dois posts. Republico, lembrando . . . para recordar certos "bitaites" de Mário Soares e a lucidez de Medeiros Ferreira.


"OS BITAITES DE MÁRIO SOARES"


Mário Soares, ex-Presidente da República e com o "título" de "Pai da democracia portuguesa", nos últimos tempos tem-se desdobrado em presenças das mais variadas índoles. Deslocando-se em viatura do Estado (um dos direitos como ex-Chefe de Estado), tem vindo a opinar sobre tudo e, em particular, batendo forte na Chanceler alemã Ângela Merkel.
Ontem, em mais uma das participações, falando sobre a crise da Europa, Mário Soares garantiu que se a senhora Merkel deixasse que  o Presidente do BCE emitisse moeda "como fazem os americanos e os ingleses", a crise da Europa estava resolvida.
Perante tanta facilidade, gostava de perguntar ao Dr. Mário Soares como ficava a inflação na zona euro e na Europa, com tanta moeda a circular?
Disto o Dr. Mário Soares não fala e nem explica. É muito fácil (e as pessoas gostam de ouvir) mandar estes bitaites.
Não é Dr. Mário Soares?

"SABER NEGOCIAR NA EU".

Medeiros Ferreira, socialista (ex-ministro dos Negócios Estrangeiros e ex-deputado), no seu habitual artigo semanal (aos sábados) no Correio da Manhã, ontem, no artigo com o título "Saber negociar na UE", abordou a questão das actuais negociações que decorrem no seio dos Estados - membros da UE, sublinhando os cuidados (políticos) a ter com as actuais  negociações com a Espanha.
Perante a posição de alguns políticos, em diferentes Estados-membros, Medeiros Ferreira escreveu:
"Porém, não estou de acordo com o frenesim que se apossou do governo de Dublin - e da oposição em Portugal - para reivindicar imediatamente as mesmas condições que a Espanha terá estabelecido em Bruxelas".

Será que no Largo do Rato ouvirão a opinião sensata e realista de Medeiros Ferreira?
Recordo que, recentemente, um vice-presidente do grupo parlamentar do PS defendeu que o "memorando de entendimento" devia ser rasgado.

quarta-feira, agosto 22, 2012

ESTA NOTÍCIA NÃO DÁ PARA ACREDITAR


O jornal i, apresentava, na 1ª. página da edição desta manhã, a seguinte manchete:


Como durante o dia não foi feito qualquer desmentido, tomo a notícia como verdadeira. Não sou especialista em direito e muito menos um constitucionalista mas tenho alguma dificuldade em entender que os "serviços públicos podem contrair dívidas que não possam pagar".
Se o comum do cidadão tem a obrigação de pagar as dívidas contraídas, será que em democracia os políticos que, momentaneamente, desempenham funções públicas ficam isentos dessa obrigação?

Sinceramente, não quero acreditar que o actual PGR, por uma questão de "briga política" tenha tomado tal iniciativa mas, perante  os caminhos que a democracia portuguesa está a tomar, já começo a a creditar em certas situações.

Já estou como, Vítor Correia, árbitro de futebol, numa entrevista na TV: 
"Desde que vi um porco andar de bicicleta, já acredito em tudo".

NOTA - Vítor Correia referia-se ao "mundo" do futebol mas esta "visão" enquadra-se, muito bem, na vida política portuguesa.