de Fernando Pessoa
Não: não digas nada!
A tua boca velada
É ouvi-lo já.
É ouvi-lo melhor
do que o dirias.
O que és não vem à flor
Das frases e dos dias.
És melhor do que tu.
Não digas nada: sê!
Graça do corpo nu
Que invisível se vê.


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