domingo, julho 19, 2015

POESIA DA BEIRA

Poesia de António Salvado


PLANTAS DA BEIRA

Há sempre uma afeição pelas giestas 
- luminosa harmonia coroada -
e o alecrim, as ilhas avistadas
de rosmaninho . . . de alfazema . . . estevas.

Rochedos infindáveis e dispersos
filigranas de orégãos dentro de água.
O cheiro do tomilho perfumado,
ali .. . quase carnuda . . . a salsa . . . inerte.

Nada pediram para florescer,
feitos de acaso e vasto colorido
estes humildes inocentes seres

(e a artemísia . . . o endro) a tudo unidos.

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