quarta-feira, maio 27, 2015

POESIA - CEREJAS

de Armindo Rodrigues


Como guizos,
as cerejas
dir-se-iam tilintarem,
de frescas.
Como libélulas,
o sol
dir-se-ia estremecer,
de fúria.
Como novilhos,
as nuvens
dir-se-ia mugirem,
de espanto

1 comentário:

Carlos Barros disse...

A cereja é poesia quando a observamos na altiva cerejeira desafiando o nosso desejo de a saborear..
um abraço