quinta-feira, abril 16, 2015

POESIA - CEREJAS

de Isabel Cristina Pires


Cerejas

Rútilasescarlatesrebrilhantes,
rubras e redondas.
Um cesto de cerejas vindas do mercado,
quase molhadas.
A meio da manhã olho pela janela pintada de vermelho
e as cerejas enfeitam-me as orelhas,
estalam-me na boca.

sábado da felicidade onde poisa o sol
está fixo
na memória:

ninguém me pode roubar estes brincos de rubi.

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