de Isabel Cristina Pires
Cerejas
Rútilas, escarlates, rebrilhantes,
rubras e redondas.
Um cesto de cerejas vindas do mercado,
quase molhadas.
A meio da manhã olho pela janela pintada de vermelho
e as cerejas enfeitam-me as orelhas,
estalam-me na boca.
o sábado da felicidade onde poisa o sol
está fixo
na memória:
ninguém me pode roubar estes brincos de rubi.
Faena socialista
Há 2 horas

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