terça-feira, abril 14, 2015

POESIA - CEREJA

de Pedro Mexia

Cerejas

As cerejas. Basta isso.
As cerejas
em sua época.
Depois, fantasma.

As cerejas. Aos pares,
em múltiplos.
Mas quem não estivesse
atento em sua época.

Rubro como as cerejas, 
definição primeira.
Ou servem outros padrões,
no futuro, tão falsos.

A simples palavra:
"cereja". A polpa elástica
do passado. Em sua
época, como o lixo.

Púdica, oferecida,
A cereja, adereço
dado na ignorância
Em sua época.

As cerejas. Basta isso.
Na época de agora.
Coisa prosaicamente
de comer.



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