Poema de João de Deus
DIA DE ANOS
Com que então caiu na asneira
De fazer na quinta-feira
Vinte e seis anos! Que tolo!
Ainda se os desfizesse…
Mas fazê-los não parece
De quem tem muito miolo!
Não sei quem foi que me disse
Que fez a mesma tolice
Aqui o ano passado…
Agora o que vem, aposto,
Como lhe tomou o gosto,
Que faz o mesmo? Coitado!
Não faça tal; porque os anos
Que nos trazem? Desenganos
Que fazem a gente velho:
Faça outra coisa; que em suma
Não fazer coisa nenhuma,
Também lhe não aconselho.
Mas anos, não caia nessa!
Olhe que a gente começa
Às vezes por brincadeira,
Mas depois se se habitua,
Já não tem vontade sua,
E fá-los, queira ou não queira!
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É verdade meus amigos. Este ano "cai na asneira" de fazer anos numa quinta-feira. Talvez por isso, a asneira, claro, recebi centenas de mensagens dos meus amigos.
Tive o cuidado (penso eu) de agradecer a todos. Na eventualidade de algum esquecimento, apresento as minhas desculpas mas a "asneira de fazer anos numa quinta-feira", por vezes, fazemos "asneira". Esquecemos-nos de um ou outro amigo.
Não foi esquecimento e muito menos asneira. Perante tantos "parabéns a você", com esta idade, tem que haver, sempre uma "falha". É a tradicional falha do "idoso" que está, aqui, para as curvas.
Um Bem-Haja beirão pelas vossas felicitações.
Não foi esquecimento e muito menos asneira. Perante tantos "parabéns a você", com esta idade, tem que haver, sempre uma "falha". É a tradicional falha do "idoso" que está, aqui, para as curvas.
Um Bem-Haja beirão pelas vossas felicitações.
Pró ano há mais "parabéns a você". Encontramos-nos lá.

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