terça-feira, fevereiro 17, 2015

"A TOMADA DO CARVALHAL" - SOUTO DA CASA [FUNDÃO]

"O Carvalhal é nosso . . . o Carvalhal é nosso . . .".



Amanhã, uma vez mais, as gentes do Souto da Casa (Freguesia do Concelho do Fundão), cumprem a tradição. Sobem à serra, em direcção ao Carvalhal, "gritando" . . . 
"O Carvalhal é nosso. . . o Carvalhal é nosso . . .".



Este ano festejam-se 125 anos sobre o acontecimento que ficou na história da terra, em que a gente do Souto da Casa, homens e mulheres, se ergueram contra o feitor da família Garrett que queria apoderar-se dos terrenos que eram da população.







Para recordar, e como é tradição, na quarta-feira de cinzas, é lembrada a "Tomada do Carvalhal" que este ano tem o seguinte programa:
9.30 horas - Concentração no Largo de S. Gonçalo;
9.45 horas - Pequeno-almoço na padaria "Rodrigues e Pinheiro";
10.15 horas - Partida para o Carvalhal;
13.00 horas - Almoço convívio.





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Resumo da história da "Tomada do Carvalhal"

" – De quem é o Carvalhal?

– É do Senhor Garrett…
Em 1890, a família Garrett era uma das mais importantes do distrito. Explorava as pastagens do Carvalhal e a Irmandade do Santíssimo as castanhas. O povo do Souto da Casa, por sua vez, detinha o cultivo da terra. Mas houve uma época em que o rico proprietário incumbiu o seu feitor, António Antunes Aquém, de ocupar todos os terrenos e não deixar que se cultivasse. Então, os sinos tocaram a rebate, o povo juntou-se e Aquém, desde o alto da Serra até ao povoado, foi obrigado a carregar um pesado tronco de castanheiro às costas.
– De quem é o Carvalhal? – Insistiam.
– É vosso… – Respondia o castigado, vencido pela dura provação.
Mas não era ainda isto que todos queriam ouvir. E foi vê-lo descer encosta abaixo carregando a sua cruz. Foi o seu sofrimento, a sua aflição – afinal o sofrimento e a aflição de um povo – que o fez proferir, alto e bom som, as palavras ajustadas.
– De quem é o Carvalhal?
– O Carvalhal… é nosso! "


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