Fernando de Almeida (de seu nome completo, Fernando António de Almeida e Silva Saldanha), nasceu no Fundão, em 1903 e faleceu em Lisboa em 1979.
Licenciado em medicina pela Universidade de Lisboa e teve nesta área um percurso notável, sendo especialista em obstetrícia e ginecologia e foi docente na Faculdade de Medicina de Lisboa e na Escola Superior de Educação Física.
Ao nível hospitalar foi chefe de serviços, inspector clínico e autor de vários trabalhos científicos, alguns em colaboração com Egas Moniz (Prémio Nobel da Medicina).
Apesar da formação em medicina, a sua motivação e vocação foi na área da história e da arqueologia.
Fernando de Almeida licenciou-se em ciências histórico-filosóficas (1954) na Faculdade de Letras de Lisboa e em 1962 obtêm o grau de doutor em arqueologia e história da arte, sendo professor catedrático (1968) e director da FLL, em 1969.
Como arqueólogo, os seus trabalhos de campo tiveram um papel importante nas explorações na estação romana de Idanha-a-Velha (Beira Baixa); em S. Miguel de Odrinhas (Sintra); nas ruínas romanas de Miróbriga (Santiago do Cacém); na Nazaré, no Templo paleocristão de S. Gião; nas ruínas romanas de Tróia (Setúbal) e no Teatro romano de Lisboa.
Foi Dirigente no Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia Dr. leite de Vasconcelos; Museu Arqueológico de Odrinhas; no Museu Regional de Castelo Branco e no Museu de Idanha-a-Velha.
Ente as obras que nos deixou,lembro:
- Pedras visigodas da Vera Cruz de Marmelar (1954);
- Egitânia - história e arqueologia (1956);
- Uma visita à Misericórdia de Olivença (1960);
- Arte visigótica em Portugal (1962);
- Ruínas de Miróbriga dos Célticos (1964).
Teve uma presença regular em revistas da especialidade, nacionais e estrangeiras, como "O Arqueólogo Português; Revista de Guimarães; Archivo Español de Arqueologia; Coninbriga; Ethnos; Bracara Augusta e Revista da Faculdade de Letras de Lisboa.


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