Iniciamos a rubrica, em epígrafe, com o fundanense
José da Cunha Taborda Brázio,
pintor régio e historiador de arte nasceu no Fundão [1766 - 1834].
| Casa onde nasceu José da Cunha Taborda |
Tal como muitos pintores da sua geração, José da Cunha Taborda frequenta a Aula Régia de Desenho de Figura, sob a orientação de Joaquim da Rocha e de José da Costa e Silva. Após uma prolongada estadia em Roma, sob o patrocínio de Pina Manique e, posteriormente, de D. João de Almeida e Castro, regressa a Lisboa em 1797, onde inicia a sua carreira de pintor, elaborando alguns trabalhos para a corte. Em 1803 vê reconhecida a qualidade da sua obra, ao ser nomeado "pintor do rei", dedicando-se simultâneamente à docência na Escola de Pintura da Casa Pia, recentemente criada. O historiador de arte Raczinski, no Diccionnaire Historico-Artistique du Portugal, editado em 1847, refere José Taborda como um autor cujo trabalho revela "um efeito geral muito satisfatório".
Para as principais áreas geográficas de influência da corte, como a Ajuda e Mafra, José da Cunha Taborda realiza diversas obras de carácter áulico. Ultrapassando a corrente circunscrição geográfica à capital e outras zonas de influência da corte, como Mafra, José da Cunha Taborda executa trabalhos para o bispo da Guarda e para a Misericórdia do Fundão, importantes para a divulgação do gosto neoclássico na província. Uma tendência pré-romântica parece já manifestar-se no "Retrato de Camões", passado a gravura em 1817.
Não se limitando à actividade pictórica, elabora um ensaio sobre a história da pintura portuguesa, com o título, "Memória dos Mais Famosos Pintores Portugueses", que constitui um importante marco da historiografia da arte nacional.
No Fundão, José da Cunha Taborda pintou a Bandeira da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia e na Igreja da Santa Casa está um quadro que representa a N. Senhora da Visitação.
No Palácio Nacional da Ajuda, a Sala da Ceia, imponente pelas suas dimensões e decoração, era utilizada para banquetes de grande gala. O tecto, da autoria de José da Cunha Taborda, ostenta uma alegoria ao aniversário natalício do rei D. João VI - o "Clemente"


Sem comentários:
Enviar um comentário