Coimbra, 26 de Fevereiro de 1942 - É escusado: não há, de facto, progresso moral. Eu arda, se este meu amigo, sob o ponto de vista do respeito que se deve ao semelhante como homem, não está exactamente ao nível do mais reles e sinistro habitante das cavernas !
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Diário IV
Coimbra, 26 de Fevereiro de 1948 -Tanto jornal, tanta rádio, tanta agência de informações, e nunca a humanidade viveu tão às cegas. Cada hora que passa é um enigma camuflado por mil explicações. A verdade, agora, é uma espécie de sombra da mentira. E como qualquer de nós procura quase sempre apenas o concreto, cada coisa que toca deixa-lhe nas mãos o simples negativo da sua realidade.
Triste,
Meu coração resiste
Por fidelidade.
Prometeu,
Dará tudo o que tem à humanidade.
Dará todo o calor que o aqueceu.
Mas cada vez mais triste e mais cansado,
Que ninguém o demore no caminho.
Um coração só é feliz parado,
Quando não é traição ficar sòzinho.
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Coimbra, 26 de Fevereiro de 1949
VEM, DOCE MORTE
Meu coração resiste
Por fidelidade.
Prometeu,
Dará tudo o que tem à humanidade.
Dará todo o calor que o aqueceu.
Mas cada vez mais triste e mais cansado,
Que ninguém o demore no caminho.
Um coração só é feliz parado,
Quando não é traição ficar sòzinho.


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