Pelos sinais que andavam no ar, desde Março passado, o "divórcio" entre a Câmara de Guimarães e a presidente do Conselho de Administração da Capital Europeia da Cultura - 2012 [Guimarães], não surpreendeu. Surpresa foi o Comunicado do Conselho Geral da CEC, presidido por Jorge Sampaio, que justifica a saída da líder como a necessidade de uma "renovação da equipa", salientando as capacidades de Cristina Azevedo, "no rigor, equidade, independência e transparência". Com tais capacidades não se compreende que a "renovação da equipa" passe pela substituição da "chefa da equipa".
Outra surpresa é o facto deste "divórcio amigável" implicar a separação de bens. Segundo o Expresso, o acordo amigável pode custar qualquer coisa como 300 mil euros.
Pelos vistos a cultura não é para todos. É para quem tem dinheirinho... mas estou convencido que este "divórcio" ainda vai fazer correr muita tinta . . . e euros!

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