Tenho um hábito e um hábito é um hábito. Sempre que vou à Baixa lisboeta e coincide com a hora do lanche, vou à Confeitaria Nacional (fundada em 1829), sita na Praça da Figueira. Peço uma bica e um bolo. Entre os muitos tabuleiros, a escolha de um bolo é sempre difícil. Tenho uma preferência pela "rolha da Madeira" [uma delícia] mas, ontem, tinha-se esgotado. Optei por um bolo com uma cobertura de chocolate. Hum . . . hum . . .
A Confeitaria Nacional, na época do bolo-rei (com brinde e fava) tinha filas de pessoas que, serenamente, aguardavam pelo momento de comprar o bolo-rei para a noite de Natal. Os anos passam e a Confeitaria já leva 182 anos. Ultimamente fez algumas alterações (os tempos obrigam) mas mantém a qualidade doceira. A alteração organizativa, particularmente no atendimento, regista alguma falha na qualidade. Dantes, o pessoal tinha cá uma pedalada para atender o pessoal . . . Agora, os minutos passam lentamente. Os Sucessores de Baltazar Roiz Castanheiro não podiam dar alguma atenção à dinâmica do actual serviço?

Sem comentários:
Enviar um comentário