sexta-feira, abril 30, 2010

Franqueza e coragem ou a falta dela

Portugal está cheio de "pessoas válidas" . Valter Lemos é certamente uma das pessoas mais válidas que por ai anda.

Ex secretário de Educação , transitou para a Secretaria de Estado do Emprego. Nomeação estranha . Afinal os políticos que são pau para toda a obra e que alegremente saltitam de pasta em pasta , são aqueles que sabem tudo e afinal não sabem nada. .

E que diz Valter Lemos , essa luminária , sobre o aumento do desemprego - 10, 5% de taxa de desemprego ,578 000 pessoas - ?

Que são números dentro de " um intervalo expectável " . Uuffa ...já estou mais descansado.. Portugal está num intervalo expectável. O que quer que isso seja...

Declaração inócua , tal não passa de um acto de desvalorização dos dados divulgados , num relativismo irritante , que não é mais do que atirar o "lixo" para debaixo do tapete.

Na ausência de noticias positivas , tortura-se os números de modo a a descobrir um ângulo menos negativo , que a propaganda Socrática logo transforma numa façanha a todos os nivéis notável , só ao alcance do génio de Sócrates.


E viva a franqueza e a coragem de encarar os problemas de frente !

MIRADOURO


Manuel Pinho, ex-Ministro da Economia, na RTP


"A RTP é um bom exemplo de algo que pode ser privatizado. O dinheiro podia ser canalizado para outros fins".


« « « « « » » » » »

Já tinha saudades das "receitas" de Manuel Pinho e, em particular, de ouvir a sua douta opinião de privatizar a RTP. Um ministro socialista propor a venda do serviço público da RTP não lembrava ao diabo. A não ser que a privatização da RTP permitisse canalizar o dinheiro para o ALLGARVE ou para a promoção da tourada.
Este Manuel Pinho sempre teve muita piada e bons gestos.

COINCIDÊNCIAS SINDICALISTA

Não sei se há alguma coincidência mas não deixa de ser curioso o facto de na altura em que a sindicalista Helena André assume a pasta do Ministério do Trabalho, "aparecerem" tantos ataques e tantas dificuldades para os trabalhadores e os desempregados.

CAMPO

O que é que queres?


Deixó mamar . . .

FERROADAS (43)


Ferroadas de Brito Camacho


" - Embirro com o Pereira, por causa das suas prosapias fidalgas.
- Elle tem razão.
- Tem razão? Não me consta que seja filho de príncipe . . .
- Pois sim; mas é filho de. . . dois bispos."

CEREJAS E CEREJEIRAS NA POESIA DE EUGÉNIO DE ANDRADE

de Eugénio de Andrade

A Uma Cerejeira em Flor *

Acordar, ser manhã de abril
a brancura desta cerejeira;
arder das folhas à raiz,
dar versos ou florir desta maneira.

Abrir os braços, acolher nos ramos
o vento, a luz, ou o que quer que seja;
sentir o tempo, fibra a fibra,
a tecer o coração de uma cereja.


* Em - "As Mãos e os Frutos", 1948

CEREJEIRAS EM FLOR - FUNDÃO

CEREJEIRA - CEREJA
Foi assim, com esta beleza

Brevemente será assim, com este belo aspecto
e um fruto muito gostoso

CONFUSÃO GOVERNAMENTAL

Depois de ter ouvido o Ministro de Estado e das Finanças, tendo ao seu lado o Ministro da Presidência, anunciar que há necessidade de "repensar certos projectos" e, em tempos ter afirmado na RTP (na entrevista com Judite de Sousa) que "o alcatrão acabou", confesso que ao ouvir o nóvel Ministro das Obras Públicas, em conferência de imprensa, com new look, afirmar que tudo vai continuar e, indirectamente, criticar o Ministro das Finanças, puxando os galões que "também sou economista", fiquei com esta dúvida.
- Temos um Governo com os velhos ministros e um outro Governo com os novos ministros?

quinta-feira, abril 29, 2010

GREVE NO PARLAMENTO

Os portugueses e as portuguesas já se habituaram a diferentes tipos de greves. Esta semana tiveram as greves na Carris, barcos do Tejo, autocarros no Porto (STCP), comboios e, com alguma surpresa, ontem, pela primeira vez, tiveram uma greve dos trabalhadores da Assembleia da República.
Como resultado da greve foram cancelados os trabalhos. Não sei as consequências da greve ou da interrupção dos trabalhos mas espero que os senhores deputados não tenham ficado gratos à greve dos trabalhadores no Parlamento.
Neste tipo de greves, recordo a originalidade da vida política portuguesa. A "greve" do 6º. Governo Provisório chefiado pelo Almirante Pinheiro de Azevedo e as suas históricas palavras ao anunciar a "greve":

"Já fui sequestrado . . . não gosto de ser sequestrado . . . chateia-me . . .". e, com estas palavras, o Governo iniciou a "suspensão das actividades".

Em 20 de Novembro de 1975 entrava para a história a "greve" do Governo anunciada aos jornalistas (na foto) pelo Primeiro-ministro Almirante José Pinheiro de Azevedo.
Assim vai este País!!!

VIDA POLÍTICA E HISTÓRIA


Os portugueses têm uma relação muito diversificada com Mário Soares. Uns mantêm uma relação afectiva, outros política e partidária e alguns sectores de ódio.
Neste leque de relação, diversos cognomes lhe foram atribuídos.
O "Pai da democracia", o "bochechas", o "Rei D. Mário I - da II República", etc.
Durante os últimos 36 anos da vida portuguesa, Mário Soares, talvez por se considerar o "Pai da democracia", foi dizendo o que queria e o que lhe apetecia. Estamos a lembrar-nos da Presidência Aberta, na área da Grande Lisboa, quando, em determinado momento, chegou à janela do autocarro e, com voz alterada, dizia para o agente da PSP que estava, em serviço, na moto, regularizando o trânsito:
- "Saia daqui. Vá-se embora. Não precisamos da polícia para nada . . .".
Com este hábito, Mário Soares tem-se pronunciado sobre diversas áreas da vida portuguesa. No passado sábado deu uma entrevista à revista Única, do Expresso e entre as suas opiniões e o relato de certas decisões tomadas, no âmbito da vida governamental, falou sobre o comportamento e as decisões de alguns políticos.
Na sociedade portuguesa há uma saudável de tradição de guardar, com algum respeito, algumas decisões tomadas por pessoas no desempenho de funções politicas. Mário Soares, provavelmente, esqueceu-se desse princípio mas é muito salutar que o recupere pois compete aos historiadores escrever a história, e quem analisa e escreve sobre a história de um país, necessita de um certo distanciamento. Quem escreve sobre a história não pode ter estado envolvido em factos e em momentos políticos e sociais. Daí a importância do destanciamento. Um espaço temporal alargado. Os historiadores falam em 50 anos. Fica-me a ideia que Mário Soares quer escrever a "sua história" mas essa função e trabalho está destinada a outros. Outros que o farão com o necessário distanciamento e a consulta de todos os documentos. Todos os documentos. Os que se conhecem e os que, por enquanto, são ignorados ou bem guardados.
Para além do distanciamento, que é importante para os historiadores, há outra vantagem. Um historiador, decorridos muitos anos, não tem telhados de vidro sobre o que escreve.
A história faz-se com neutralidade. Com factos e não do agrado do cidadão A ou B.
Deixemos correr o tempo . . .

O SOL

Chegou o Sol e há que aproveitar para secar a roupa e as passadeiras



FERROADAS (42)


Ferroadas de Brito Camacho

"- Demonstra a estatística que em Lisboa o numero de homens casados é bastante superior ao de mulheres no mesmo estado civil.
O caso ha-de ter uma explicação qualquer, muito aceitável e muito simples; mas intriga a gente á primeira vista.
Parece que em Lisboa os homens casam uns com outros, facto que as leis não permitem. Houve d´isso na remota Grecia, e já num congresso de anthropologia criminal, em Bruxellas, foi debatida a these do casamento entre individuos do mesmo sexo. - Aprovaram uns tres ou quatro maricas."

ESCUDO - NOTA COM O S. ANTÓNIO

Que saudades do S. António
[vinte escudos - 0,10 euros]



quarta-feira, abril 28, 2010

BCP "ABANOU" COM O RATING

A "onda" que se abateu sobre Portugal com o corte de rating da República também atingiu os Bancos, A grande maioria destes viu a sua nota descer um "patamar", excepto o Millennium BCP que baixou 2 patamares ficando com a nota B++, ou seja, este Banco não poderá mais prestar garantias a favor de outras Instituições financeiras para colateralizar operações financeiras.
A Lei define que apenas as Instituições com nota igual ou superior a A podem prestar este tipo de garantias. Utilizando uma linguagem popular, o BCP "não pode ser fiador".
Esta situação reflectiu-se na cotação do título BCP na Bolsa de Lisboa.
Esta situação deverá levar o Governo PS- Socrático a pensar duas vezes na indicação de alguns boys para lugares de relevo em Instituições financeiras, como foi o caso de Armando Vara e do recente jovem boy Rui Pedro Soares para uma Instituição importante no tecido empresarial português.
Podemos brincar com a política mas não se pode brincar com a economia.

POLÍTICA SOCRÁTICA


Ainda não passaram 2/3 semanas dos dias em que o Primeiro-ministro se vangloriava de "Portugal foi o primeiro país a sair da crise".
Foi? Pelos vistos parece que não foi. A realidade é que Portugal é o segundo País, da zona euro, a ficar aflito e com consequências imprevisíveis
José Sócrates não se pode queixar da falta de avisos. Houve sinais do exterior e chamadas de atenção no interior, quer de Instituições, quer de individualidades.
José Sócrates a tudo e a todos ignorou . . . mas agora, parece que "acordou". Acordou ou foi despertado por Pedro Passos Coelho para os perigos em que a "politica socrática [arrogância, ignorância e marketing]" mergulhou Portugal.
Os portugueses já imaginaram se José Sócrates tivesse alcançado a maioria absoluta em Setembro passado?
Para o Primeiro-ministro aceitar receber o líder do PSD para analisar e discutir a actual situação da crise que se vive em Portugal, imaginemos como não estará a situação.
A "política socrática" vai ser metida na gaveta como Mário Soares meteu o socialismo na gaveta? A interrogação de momento.
Lembramos que o PS está no Poder desde Outubro de 1995, com um intervalo de 3 anos de liderança do PSD (6/Abril/2002 a 12/Março/2005).
Portugal nunca chegou a este estado e o Estado nunca esteve tão mal como está nas mãos de José Sócrates.
Esta é a dura realidade.

CRISE . . .CRISE


Sinceramente, este Governo do PS já não tem cura. Na passada semana (3ª. Feira), José Sócrates recebeu Pedro Passos Coelho. A reunião prolongou-se por 3 horas. No dia seguinte, na Assembleia da República, o PSD, na interpelação ao Governo, apresentou 4 propostas para fazer face ao défice. Curiosamente, da parte do Governo, registou-se a ausência do Primeiro-ministro e dos Ministros de Estado. A representação do Governo esteve a cargo do Ministro da Economia, da Presidência, mais 2 ministros e alguns secretários de Estado. Um comportamento politico para desvalorizar a nova liderança do PSD. Perante as propostas do PSD, o Ministro da Economia, respondia que "é uma mão cheia de nada".
Ontem, perante a classificação de uma agência financeira, que cortou em dois níveis o rating dos longos prazos da divida portuguesa, numa altura em que a pressão sobre a divida portuguesa faz subir os juros e penaliza a bolsa, soaram os sinais de alarme.
O Ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos (que não esteve no debate com o PSD), de Angola, lançou um SOS.
"É tempo de o Governo e os partidos, em especial o PSD, se entenderem quanto a isto: há que executar as medidas necessárias. Não é tempo para querelas inúteis". Um verdadeiro puxão de orelhas ao seu Governo e ao PS.
Curiosamente, ontem, o líder do PSD anunciou, para hoje, uma reunião com o Primeiro-ministro.

Afinal, parece que o PSD, para além de "uma mão cheia de nada" tem outra mão cheia de muita coisa.

Não vou embandeirar em arco, mas tenho alguma reserva na abertura de diálogo de José Sócrates. A não ser que o apelo, feito de Luanda, pelo Ministro das Finanças tenha obrigado o Primeiro-ministro a dialogar.
Pelos vistos a coisa está a ficar preta.

MUTO PESO PRÓ ZÉ POVINHO

Na capa do Diário Eonómico, edição de ontem.


É por isto que tanto me doem as costas. É muito peso cá pró Zé Povinho. Estou cheio de bicos de papagaio, artroses e confesso que começo a ficar cansado de tantos "papagaios" que andam a viver às minhas custas. São salários altos, gratificações altíssimas, excesso de mordomias . . . e têm a lata de decidir que este ano, por causa da crise, os trabalhadores não têm direito a umas migalhas de prémio pelo trabalho realizado. Em contraponto recebem chorudas gratificações porque "os objectivos foram atingidos".
Que porra de objectivos são esses em que o esforço, o trabalho, a dedicação e o empenho do trabalhador não contam?
Foi só o Excelentíssimo Administrador, o CEO & Companhia que trabalharam?
Cadê os outros, a raia miúda?
Não somos pessoas? Não temos encargos? Não temos família? Não temos que pagar impostos?
Não temos direito a gosar umas merecidas férias?
Depois admiram-se que o Povo ande triste.
Para eles o tradicional e velhinho gesto do Zé . . . TOMA!!!!

CEREJAS E CEREJEIRAS NA POESIA DE EUGÉNIO DE ANDRADE


Em Abril Cantam *

Em abril as crianças cantam
com a chuva.
Trepam aos ramos matinais
das cerejeiras
e cantam à espera do sol.
Quando o sol demora
entram a cantar pelos olhos de deus.
À noite cintilam.

* Em - "Rente ao Dizer", 1992

FÉRIAS - JORDÂNIA e ISRAEL (21)

Antes de "entrarmos" em Tel Aviv, uma retrospectiva sobre dois momentos de Jerusalém. A "ponte das cordas", uma obra de arte moderna concebida e realizada pelo arquitecto Santiago Calatravas (autor da estação do Oriente na Expo-92), que é uma marca da cidade de Jerusalém.


A ponte de noite



Outro momento foi a visita ao Knesset (o Parlamento - órgão legislativo do País), em Jerusalém, que acolhe 120 deputados - a única democracia do Médio Oriente.
O Knesset,
construído em 1966, com fundos da família de James de Rothschild, possui uma biblioteca de 55.000 volumes.


A foto do grupo, em frente ao Knesset ,
junto ao menorah, ou candelabro de sete braços,
uma oferta do Parlamento Britânico.
Tel Aviv, fundada em 1909,
nos dias de hoje tem mais de um milhão de habitantes







Tel Aviv constitui o centro económico do actual Israel, construida ao longo da bela costa mediterrânica, tem uma vida social intensa.
Há quem afirme que a cidade não dorme, tal é a animação nocturna


Artista fazendo uma caricatura na marginal
Ao final da tarde, a música fez-nos companhia,
na nossa despedida de Israel

terça-feira, abril 27, 2010

FEIRA DO QUEIJO -SOALHEIRA - FUNDÃO

No próximo fim-de-semana dê um salto à Soalheira (Fundão),
onde encontrará as tradicionais tasquinhas,
muita animação de rua e, igualmente,
muita demonstração do bom queijo.
Depois da prova, não se esqueça de levar um ou dois queijos, para recordar e comer
Uma sugestão
:
Na visita à Feira procure pelo queijo queimoso. Prove . . . e depois diga qualquer coisa.

A PAISAGEM COMO COMPANHIA

Julgo que um número significativo de portugueses está cansado de tanta chuva. Tem chovido muito e, provavelmente, alguns andam zangados com o S. Pedro
Mas temos de concordar que a chuva trás algumas vantagens e proporciona imagens de muita beleza.
Nestes últimos dois dias com Sol primaveril, quem viajou, independentemente dos locais por onde andou, pode ter como companhia "uma paisagem" com um matiz maravilhoso. A conjugação de cores diversas, com predomínio do verde, misturadas em determinadas proporções, dá uma particular beleza á natureza e a paisagem torna-se numa companhia da viagem ou passeio.







FÉRIAS - JORDÂNIA e ISRAEL (20)

No último dia de visita aos lugares sagrados, visitámos o local onde o Rio Jordão desagua no Mar da Galileia.


Uma paragem para o almoço, à beira do Mar da Galileia



onde provámos o "peixe de S. Pedro" (agradável)



e seguimos para o local onde Jesus pediu a João para o baptizar


local onde os peregrinos realizam o ritual do baptismo

Um Bispo Nigeriano acompanhou os seus paroquianos no baptismo


a caminho de Tel Avive, o "adeus" ao Mar da Galileia