Um colega de blog, no post de ontem, relatou a "simplicidade" da senhora Governadora Civil de Faro que, ao ser apanhada em excesso de velocidade, confirmou a situação, garantindo que ia pagar a multa e louvar os agentes pelo seu desempenho.
Afinal a "coisa" foi completamente diferente. A senhora Isilda Gomes, ao parar a sua viatura particular, "puxou dos galões" identificando-se de imediato como Governadora Civil de Faro.
Resultado: Não foi passada multa à senhora Governadora. Os militares, segundo divulga o Correio da Manhã, de acordo com as normas internas, baseadas no artº. 64 do Código da Estrada [os condutores dos veículos do Estado ao serviço de ministérios, governos civis e autarquias "podem quando a sua missão o exigir, deixar de observar as regras e os sinais de trânsito"], consideraram que a senhora Governadora Civil (ao volante da sua viatura particular) ia em "missão oficial". Assim, Isilda Gomes continuou a sua "missão oficial" em direcção à A22.
Se fosse um simples cidadão ou cidadã, em trabalho ou em passeio (independentemente ter os impostos em dia) tinha sido passado o auto de contra-ordenação e pago a multa no local, ou então ficavam os documentos apreendidos até ao pagamento.
Como se vê, para além de haver condutores de 1ª. e de 2ª., há outros condutores que beneficiam de certos privilégios.
O Correio da Manhã, de hoje, relata o pormenor (pequeno pormenor) que a Governadora Civil, posteriormente á infracção, teve o cuidado de telefonar a um oficial da GNR.
Lá diz o povo: Mais vale prevenir . . .
Uma perguntinha: Como a condutora ia em excesso de velocidade soprou no balão?


2 comentários:
Bem prega Frei Tomás, mas .....
Tudo um putedo, sr. Alfredo...
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