-Sobre a posição de Manuela Ferreira Leite deixar cair o TGV, em tempos escrevi este post:
-Os comboios vulgarmente denominados TGV surgiram em 1981 França, inaugurando a sua actividade com a linha Paris-Lyon, tendo de então para cá expandido a sua rede através de França, Grã-Bretanha após inauguração do Euro túnel, Bélgica, Países Baixos e alguma regiões da Alemanha, estando presentemente em construção a rede Ave, Espanha. Fora da rede, encontram-se a famosa ligação Londres-Edimburgo, porque será? Assim como não existe qualquer projecto TGV que vá ligar Helsínquia, Oslo, Estocolmo, Copenhaga, Praga, Budapeste, Viena, Roma, Milão, tudo cidades economicamente menos desenvolvidas, e com menos capacidade de atracão turística que Lisboa ou Porto está bom de ver. Ou será que outros países europeus, com menor défice e políticos bem mais responsáveis e sensatos, não vêm viabilidade no projecto, por ser o TGV um meio de transporte adaptado a grandes distâncias, porque investir 7,5 mil milhões de euros para tirar 20 a 30 minutos numa ligação Lisboa-Porto seria empenhar as gerações futuras durante décadas, ainda bem recentemente a viabilidade da ligação Porto-Vigo foi posta em causa, surgindo logo vozes protestando que os estudos estão feitos e aprovados, que vozes? Normalmente ligadas aos lobbys que fornecem as tecnologias, os únicos que terão algo verdadeiramente a ganhar com estes investimentos megalómanos. Claro que ninguém daqui a uns anos se irá admirar quando algum dos políticos que agora tem o poder de decidir, ou no mínimo de influenciar sobre esta matéria vier a ocupar o seu lugar na administração duma empresa que venha a ser criada para exploração do TGV, a qual á boa maneira portuguesa se não apresentar lucros ainda será indemnizada pelo Estado Português, ou seja, nós.
Publicada em 30 de Setembro de 2007
Delito à mesa (17)
Há 46 minutos

3 comentários:
Caríssimo,
Tomei a liberdade de colocar o link deste "post" no meu blogue, bem assim como colocar este seu blogue nos meus favoritos.
Cumprimentos
José Magalhães
Esteja à vontade.
Volte sempre, José Magalhães
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