Do país irmão, o Brasil, chegaram notícias sobre a “OPERAÇÃO FURACÂO”. Ao princípio, era mais uma notícia do Brasil, embora com a particularidade de 2 portugueses estarem ligados ao acontecimento. A informação teve o tratamento normal que qualquer notícia similar recebe de além atlântico. Após o primeiro impacto, as segundas notícias foram mais esclarecedoras. O dinheiro envolvido entrava no campo político e com fortes ligações à vida partidária portuguesa. Um dos detidos tinha sido proposto/indigitado para “Cônsul honorário de Portugal” e, inclusive, tinha subsidiado as campanhas de um deputado do PS, do círculo de fora da Europa e do candidato Mário Soares à Presidência da República.
Com alguma surpresa, a comunicação social, tão pródiga na divulgação e aprofundamento de certas notícias, neste caso, registamos a tendência para um “ligeiro” esquecimento. Discretamente, o tempo vai apagando . . . apagando . . esquecendo . .
Era bom que a comunicação social não deixasse “morrer” a “OPERAÇÃO FURACÃO” e os portugueses viessem a ser devidamente informados.
Lembram-se do famoso caso do FAX de Macau?
Pois é, já passou muito tempo.
Delito à mesa (17)
Há 11 minutos

3 comentários:
Verdade. Em Portugal, de forma bem articulada com os ciclos políticos, tendem-se a esquecer certos casos, a omiti-los, mesmo, e a empolar outros. É estranho. Ou talvez não.
Esquecer o quê? Já não me lembro!
Que eu me lembre, o caso de Macau é um exemplo de como a justiça funcionou! Com uma condenação implacável dos corruptores. Agora quanto à personagem alvo da corrupção, já não me lembro... estranho.
Furacão!?! Uff!
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