Há um mês (25 de Abril), estivemos na inauguração do Túnel do Marquês (em Lisboa). Perante o rol de críticas e o atraso causado pelos recursos aos tribunais, confesso que tinha uma grande expectativa e alguma curiosidade em conhecer a obra.
Expectativa e curiosidade a dois níveis:
- In loco, conhecer o traçado e aperceber-me das alternativas para entrar e sair no (e do) túnel;
- Constatar os possíveis perigos referidos e assinalados por alguns “experts”, particularmente na tão famosa e “perigosa” inclinação.
Entrando nas Amoreiras, fiz o percurso a pé, e sai na Av. Fontes Pereira de Melo. À noite, após o jantar, de carro, entrei na Av. Fontes Pereira de Melo, tomei a direcção de Cascais e sai do túnel depois do Liceu Francês (evitando os anteriores 4 semáforos).
Não sendo engenheiro, nem especialista de trânsito e de segurança, sinceramente, gostei do novo equipamento. Um espaço aberto, boa visibilidade, arejado e facilitador para quem tem que passar na zona do Marquês. Aliás, as declarações que temos ouvido, do cidadão que utiliza o túnel, são francamente favoráveis.
À tão apregoada, pelos arautos da desgraça, falta de segurança e a famosa “inclinação”, pergunto:
- Estes senhores – descendentes, certamente, do Velho do Restelo – onde têm andado? Não conhecem a nossa capital?
Nunca ouvi estas “sábias” pessoas preocuparem-se com a inclinação dos túneis na Avenida da República e no Campo Grande. Será que estas inclinações não oferecem perigosidade?
E o traçado do túnel da Av. João XXI? O espaço, a luminosidade, etc. É só comparar.
Estranho o “silêncio”, dos arautos da desgraça, sobre os túneis na Av. República, no Campo Grande e na Av. João XXI.
Será que as obras realizadas no tempo de Jorge Sampaio e João Soares são perfeitas e um exemplo técnico, onde tudo foi previsto e equacionado?
Razão teve o nosso Luís de Camões ao criar, na sua obra Os Lusíadas (Canto IV, Estâncias 94 a 104) a figura do Velho do Restelo.
O Velho do Restelo simbolizava os pessimistas, os conservadores e os que não acreditavam no sucesso da epopeia dos descobrimentos portugueses e surge na largada da primeira expedição para a Índia.
. . . . . .
“O gloria de mandar, o vaã cubiça
Desta vaidade, a quem chamamos Fama! "
. . . . . .
Nos dias de hoje, a expressão Velho do Restelo representa o conservadorismo, mas o velho venerável que estava no meio da multidão, na praia e que disse palavras inspiradas pela experiência, tem hoje um numeroso grupo de seguidores (os Velhos do Restelo), por vezes sem experiência, mas sequiosos das câmaras da televisão, dos microfones da rádio e das páginas dos jornais.
Luís de Camões, nos dias de hoje, encontraria material, não para 11 Estâncias mas, certamente, para mais um Canto .
Expectativa e curiosidade a dois níveis:
- In loco, conhecer o traçado e aperceber-me das alternativas para entrar e sair no (e do) túnel;
- Constatar os possíveis perigos referidos e assinalados por alguns “experts”, particularmente na tão famosa e “perigosa” inclinação.
Entrando nas Amoreiras, fiz o percurso a pé, e sai na Av. Fontes Pereira de Melo. À noite, após o jantar, de carro, entrei na Av. Fontes Pereira de Melo, tomei a direcção de Cascais e sai do túnel depois do Liceu Francês (evitando os anteriores 4 semáforos).
Não sendo engenheiro, nem especialista de trânsito e de segurança, sinceramente, gostei do novo equipamento. Um espaço aberto, boa visibilidade, arejado e facilitador para quem tem que passar na zona do Marquês. Aliás, as declarações que temos ouvido, do cidadão que utiliza o túnel, são francamente favoráveis.
À tão apregoada, pelos arautos da desgraça, falta de segurança e a famosa “inclinação”, pergunto:
- Estes senhores – descendentes, certamente, do Velho do Restelo – onde têm andado? Não conhecem a nossa capital?
Nunca ouvi estas “sábias” pessoas preocuparem-se com a inclinação dos túneis na Avenida da República e no Campo Grande. Será que estas inclinações não oferecem perigosidade?
E o traçado do túnel da Av. João XXI? O espaço, a luminosidade, etc. É só comparar.
Estranho o “silêncio”, dos arautos da desgraça, sobre os túneis na Av. República, no Campo Grande e na Av. João XXI.
Será que as obras realizadas no tempo de Jorge Sampaio e João Soares são perfeitas e um exemplo técnico, onde tudo foi previsto e equacionado?
Razão teve o nosso Luís de Camões ao criar, na sua obra Os Lusíadas (Canto IV, Estâncias 94 a 104) a figura do Velho do Restelo.
O Velho do Restelo simbolizava os pessimistas, os conservadores e os que não acreditavam no sucesso da epopeia dos descobrimentos portugueses e surge na largada da primeira expedição para a Índia.
. . . . . .
“O gloria de mandar, o vaã cubiça
Desta vaidade, a quem chamamos Fama! "
. . . . . .
Nos dias de hoje, a expressão Velho do Restelo representa o conservadorismo, mas o velho venerável que estava no meio da multidão, na praia e que disse palavras inspiradas pela experiência, tem hoje um numeroso grupo de seguidores (os Velhos do Restelo), por vezes sem experiência, mas sequiosos das câmaras da televisão, dos microfones da rádio e das páginas dos jornais.
Luís de Camões, nos dias de hoje, encontraria material, não para 11 Estâncias mas, certamente, para mais um Canto .


Sem comentários:
Enviar um comentário