quinta-feira, maio 31, 2007

A GREVE

No 30 de Maio – 07, O Andarilho fez greve, mas esteve atento aos noticiários, particularmente à hora dos telejornais. Esperava-se pela “guerra” dos números. O Governo, representado pelos Secretários de Estado, Fernando Medina, do Emprego e Formação Profissional e João Figueiredo, da Administração Pública, foi o primeiro a intervir. Em conferência de imprensa e em liberdade, deram a sua opinião. Os jornalistas ouviram com um silêncio sepulcral. Os Secretários de Estado falaram, disseram. Está dito. Da parte dos jornalista, nenhuma dúvida, nenhuma pergunta.

Decorridos alguns minutos, as televisões ligaram à Sede da Inter. Carvalho da Silva, acompanhado por alguns colegas, começou a sua análise sobre o Dia da Greve. É evidente que foi uma comunicação diferente do habitual. Não referia números. Para quem esteve, durante o dia, atento às notícias, a intervenção de Carvalho da Silva não surpreendeu. A nossa grande surpresa foi para a reacção dos jornalistas. Em lugar de esperarem pelo final da comunicação e colocarem as questões que consideravam oportunas, de uma forma pouco elegante interromperam e “bombardearam” Carvalho da Silva . . “onde estão os números” . . . “não tem números”?

Como “não tinham números”, os jornalistas desligaram-se de Carvalho da Silva e passaram “a bola” aos estúdios.

Não sou um fã da política da Inter mas, sinceramente, confesso que o comportamento dos jornalistas não foi bom para a nossa democracia.

O que faz “correr”, desta forma, alguns jornalistas?

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