quarta-feira, maio 09, 2007

Dia da Europa

Hoje festejamos o Dia da Europa e, num esforço colectivo, estamos a contribuir para a construção da União Europeia, onde nos integrámos em 1986.

A UE evoluiu de 6 para 27 Estados-membros e o ciclo que se abriu, com os novos Estados, está fortemente determinado pelo desígnio de levar a bom porto o alargamento do conceito de união aos países da Europa Central e Oriental.

A UE, na sua diversidade, defende valores como a democracia, a liberdade e a justiça social. Temos que construir uma UE coesa e forte, sem blocos adversários, empenhados num projecto comum de paz e prosperidade e, como afirmou Jean Monnet:
- “Não coligamos Estados, unimos pessoas”.

Nesta tarefa colectiva, para uma nova casa europeia, todos os sectores e áreas da nossa sociedade se apresentam, incontornavelmente, como suas alavancas imprescindíveis. Uma dessas alavancas, para nós, é, sem dúvida a educação e a qualificação dos jovens.

No entanto, quando olhamos para os restantes Estados-membros, reconhecemos que a nossa Escola, a Escola portuguesa, tem sido esquecida. Esqueceram-se dos nossos jovens, aquelas pessoas que vão estar no futuro.

Decorridos 33 anos sobre a manhã libertadora de Abril, o Ministério da Educação foi tutelado por 26 responsáveis. Uma média que não nos orgulha:

- 1,26 ano / Ministro.

Por isso, Portugal tem uma dimensão significativa no insucesso e no abandono escolar.

Será que não queremos ganhar os desafios do futuro?

Para quando um projecto educativo, sólido, com professores motivados e alunos empenhados?


Por vezes, ficamos com a ideia que, os nossos responsáveis políticos, relativamente à educação, sofrem de uma forte miopia e com elevado astigmatismo.

Não está na altura de consultarem um bom oftalmologista na UE?

2 comentários:

O Profano disse...

Convido-vos a participar no "Jogo do 7".
Passem no blog "O Profano".
Abraços Profanos

Renato disse...

Creio que é preciso saber, sobretudo, o que é que em Portugal se entende por haver mais qualificação, mais gente qualificada. Porque, se não me engano, há muita gente qualificada a trabalhar em call-centers e caixas de supermercado... "Ah, e tal, mas isso são cursos sem saída, e tal." Então prevejo um futuro negro para a humanidade, com gestores, economistas, juristas, burocratas e tecnocratas a decidirem sobre os nossos destinos...